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quarta-feira, 13 de maio de 2020

Texto complementar: Maria Quitéria


O emissário saiu desanimado daquela fazenda. “O senhor veio em má hora” – respondia o proprietário. “Não posso dar nada à Independência do Brasil.”
         Sua filha, que ouvira tudo, esperou baixar o silêncio naquele oco de mundo. Tosou rente os cabelos, pulou a janela e foi até a casa da irmã emprestar as roupas do cunhado. Depois, cavalgou 80 km até Cachoeira, onde se organizava o exército de libertação. Deu o nome de Medeiros – e no dia seguinte já estava de guarda. O serviço era pesado, e Medeiros mudou para o Regimento dos Periquitos, golas e punhos verdes, no qual lutou um ano inteiro.
         Por que fizera aquilo? Maria Quitéria de Jesus era uma sertaneja de 30 anos, requeimada de sol, pômulos salientes. Analfabeta, não entendia nada de política. Mas, como milhares de homens e mulheres naquele ano, tomara-a um irresistível sentimento anticolonialista. Medeiros – ou Maria – matou e feriu por causa justa. Foi promovida a cadete e, quando lhe descobriram a identidade, começou a usar saiote, sobre as calças. Dia 2 julho entrou em Salvador na primeira fila dos vencedores.
         Pedro convidou-a para ir ao Rio, receber medalha de ouro. Para não fazer feio, diante de gente fina, aprendeu a garatujar o nome durante a viagem. “Quer algum pedido, d. Maria?”, perguntou Pedro. “Quero. Escreva ao meu pai pedindo para me perdoar porque fugi de casa naquela noite.” A noite que cavalgou 80 km pela Independência do Brasil.
                                     Joel Rufino dos Santos. História do Brasil. São Paulo, Marco Editorial, 1979.

Questões sobre o texto 
1] Como Maria Quitéria se disfarçou para poder integrar o exército de libertação?
2] Por que Maria Quitéria participou da luta pela Independência?
3] Que pedido Maria Quitéria fez ao imperador?

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Texto complementar: A guerra da Independência


             Em algumas partes do país forças portuguesas tentaram resistir à Independência e só foram vencidas após duras lutas. Os maiores focos de resistência do poder português estavam instalados na Bahia e no Pará. Contra eles desencadeou-se um combate de forças populares locais, que, mais tarde, foram ajudadas por tropas e navios vindos do Rio de janeiro.
         Os baianos, liderados por figuras como guerrilheira Maria Quitéria, mantiveram encurraladas as tropas do general Madeira Melo, definitivamente vencidas com a chegada de forças auxiliares comandadas pelo francês Labatut. A guerra de Independência na Bahia começou em fevereiro de 1822, atingiu o auge em novembro daquele ano com a Batalha de Pirajá e terminou no dia 2 de julho de 1823. Com a derrota dos portugueses, estabeleceu-se na província um governo fiel ao imperador, sem qualquer participação das classes populares.
         No Pará, ocorreu um processo semelhante, que terminou em tragédia. As classes populares derrotaram o domínio português com a ajuda de forças navais, mandadas pelo Rio de Janeiro e comandadas pelo inglês Grenfell. Implanto o novo governo provincial, fiel a dom Pedro, mas extremamente impopular, os paraenses novamente se rebelaram, sendo duramente reprimidos. Grenfell encarcerou trezentos patriotas no porão de um navio e mandou atirar sobre eles, através das escotilhas, grande quantidade de cal virgem. Quase todos morreram.
                                               Edgar Luiz de Barros. Independência. 2ª Ed. São Paulo, Ática, 1987.

Questões sobre o texto:
1] O que fizeram as forças portuguesas de algumas partes do país diante do movimento pela Independência do Brasil?
2] Quem lutou contras essas forças portuguesas?
3] O que aconteceu a muitos patriotas paraenses que haviam lutado contra os portugueses, depois de instalado um governo fiel a dom Pedro?

quinta-feira, 5 de março de 2020

Texto complementar: Conjuração Mineira (1789) X Conjuração Baiana (1798)




Ao estudarmos as revoltas coloniais, percebemos que cada um dos levantes relacionados a essa parte do passado brasileiro é marcado por características e razões muito específicas. Os maranhenses protestaram contra a falta de incentivo da Coroa; os olindenses contra o favorecimento dos comerciantes lusitanos de Recife; os mineiros contra as imposições coloniais; e os bandeirantes paulistas tentaram resistir à chegada dos lusitanos ao interior.
De fato, não podemos dizer que os sujeitos históricos daquela época sonhavam com a criação de uma nação brasileira soberana e independente. A distância entre as regiões coloniais do vasto território era um dos fatores que mais fortemente contribuíram para a ausência de tal ideologia. Ao mesmo tempo, os valores iluministas que adentraram a Europa naquela época se manifestavam nos dizeres de poucos membros da sociedade, em sua maioria, ligados à elite local.
Vistas como as duas mais expressivas revoltas do tempo colonial, a Inconfidência Mineira de 1789 e a Conjuração Baiana de 1798 ficaram conhecidas como as duas revoltas que defendiam a extinção do pacto colonial. O Pacto Colonial pode ser definido como um conjunto de regras, leis e normas que as metrópoles impunham às suas colônias durante o período colonial. Estas leis tinham como objetivo principal fazer com que as colônias só comprassem e vendessem produtos de sua metrópole. Através deste exclusivismo econômico, as metrópoles europeias garantiam seus lucros no comércio bilateral, pois compravam matérias-primas baratas e vendiam produtos manufaturados a preços elevados. De fato, as imposições lusitanas e a falta de interesse pelo desenvolvimento da economia interna motivaram mineiros e baianos a conspirar contra o domínio de Portugal. Além disso, essas duas revoltas foram ideologicamente sustentadas pelas noções dos escritos iluministas.
Apesar de terem sido frustradas pelas autoridades, a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana foram marcadas por profundas diferenças. Os participantes da revolta em Minas Gerais eram todos ligados às elites locais e pretendiam melhorar sua situação com a formação de um governo livre dos impostos e representantes do poderio metropolitano, além de afastar o perigo da cobrança da “Derrama”, a qual poderia promover a investigação de sonegações e contrabandos. Até mesmo o alferes Tiradentes, segundo alguns pesquisadores, tinha uma condição financeira relativamente confortável.
Na Bahia, a conjuração, inicialmente, teria características muito semelhantes à da revolta que aconteceu em Minas Gerais. A elite local pretendia conduzir a tomada do poder conclamando os populares a lutarem contra seus opressores. Contudo, as condições miseráveis e as propostas de transformação disseminadas anonimamente por panfletos e pasquins instigaram os populares a tomarem conta do movimento. Mulatos, escravos, brancos pobres e negros libertos se transformaram em cabeças do levante.
A perda da condição de capital e a crise da economia açucareira atingiram uma população que sofria o mais amplo leque de privações. A falta de alimentos e emprego já eram notados nos pequenos ataques feitos contra a Câmara em razão do aumento dos preços e o desenvolvimento de outros problemas. Paralelamente, a realização de saques aos armazéns e o incêndio do Pelourinho mostraram que uma necessidade de mudança partia da população mais humilde.
            No conjunto de reivindicações elaborado pelos conjurados da Bahia podemos perceber o tom popular dessa manifestação de descontentamento para com as autoridades metropolitanas. A transformação do sistema tributário, o incremento do salário dos militares de baixa patente, a liberdade comercial, a ampliação dos direitos políticos e o fim da escravidão definiam o contraste dessa revolta com a Inconfidência Mineira.
Mesmo não buscando a libertação de todo o ambiente colonial, podemos perceber que a Conjuração Baiana mostra outro lado pouco visto na historiografia do nosso país. A insatisfação daqueles que eram excluídos indica que as injustiças daquele tempo não foram sentidas de maneira passiva pelos desprivilegiados. Em contrapartida, o elitismo da Inconfidência Mineira demarca as contradições de uma elite incapaz de abrir mão de seus interesses para a construção de uma nova sociedade.

Por Rainer Sousa - Mestre em História

Questões sobre o texto:
1 - Porquê podemos dizer que a independência do Brasil não fazia parte dos interesses das revoltas ou levantes coloniais?
2 – Defina Pacto Colonial.
3 – Descreva as diferenças sociais que caracterizavam as Conjurações mineira e baiana.
4 – Quais motivações criavam um clima de revolta entre os baianos?
5 – Explique as diferenças entre as reivindicações ou interesses das Conjurações mineira e baiana.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Texto complementar: Bandeirantismo


Com o desenvolvimento do bandeirantismo. A interação dos paulistas com os índios foi se aprofundando cada vez mais. Desde as primeiras bandeiras. O silvicola já esteve presente como guia ou como executor das tarefas mais baixas.
As expedições permaneciam meses e muitas vezes anos no sertão. Para amenizar a sede. a fome e o cansaço, o bandeirante inúmeras vezes teve de observar a maneira de proceder dos índios. Com o passar dos anos a bandeira foi incorporando cada vez mais os hábitos indígenas. A marcha era feita a pé, seguindo muitas vezes trilhas que já eram utilizadas pelos silvícolas, Caminhavam em fila indiana, abrindo picadas na mata. Essas picadas eram abertas quase que a cada passagem, pois que, estreitas, logo o mato se incumbia de fechá-las. Os índios, no entanto, conheciam na maioria das vezes o percurso que deveriam seguir, indicando velhas trilhas indígenas que, abertas e trilhadas, novamente se fechavam. A sobrevivência estava intimamente ligada ao senso de observação e fazia que o índio tivesse os sentidos muito mais despertos para inúmeros detalhes que poderiam parecer desnecessários ao homem branco. Os índios caminhavam com destreza, orientando-se à noite pelas estrelas e durante o dia pela sombra que o polegar deixa na mão. Habilidade que logo transmitiram aos sertanistas. O uso de sinalizar os caminhos também era bastante difundido entre o gentio e incorporado pelo bandeirante.
Os sinais, no entanto, eram quase que insignificantes e apenas um espírito de observação permanentemente desperto poderia perceber. Um desses sinais poderia ser simplesmente um galho quebrado, uma forquilha fincada no chão ou um corte feito em uma árvore. Outra técnica bastante desenvolvida pelo gentio e aprendida pelos bandeirantes era a de seguir rastros.
O aprimoramento dos índios nessa técnica chegava a níveis de sofisticação. Os bandeirantes também chegaram a ser exímios seguidores de rastros, bem como se aprimoraram na técnica da analisar resquícios deixados por animais e outros homens.
Em 1736, Manuel Dias da Silva, no sertão oeste da colônia, analisando rastros deixados no barranco, conseguiu averiguar que ali tinham estado castelhanos (espanhóis) e, entre os quais, personagens de alta patente, como também determinar com precisão quanto tempo antes haviam deixado o lugar, o número de animais que levavam e o rumo tomado. Pela figura dos ranchos, pela análise das cinzas no fogão, os sertanistas chegavam a precisar com pequena margem de erro o tempo que havia passado depois que naquele sítio estivera alguma tropa.
Outra habilidade indígena de grande valia para as bandeiras era sua capacidade de memorizar informações e representar graficamente cursos de rios com seus afluentes e irregularidades de curso e outros acidentes geográficos.
Até mesmo na forma de caminhar os bandeirantes foram pouco a pouco assumindo hábitos indígenas. Caminhando com as pontas dos pés voltadas para a frente e com os dedos dos pés voltados para baixo os índios conseguem uma distribuição mais uniforme do peso do corpo sobre as juntas dos pés e com isso conseguem evitar o cansaço precoce e alongar mais as caminhadas diárias. Estas transcorriam entre a madrugada e o entardecer. Os bandeirantes iniciavam sua marcha com os primeiros raios de sol, caminhavam a maior parte do dia, parando apenas ao entardecer.
Um dos problemas mais sérios enfrentados pela bandeira no sertão era o abastecimento de alimentação e água. A expedição partia levando um provisionamento suficiente apenas para os primeiros tempos da caminhada. Objetivando passar meses e às vezes até anos no sertão, a bandeira não tinha condições de levar suprimento necessário para todo o tempo que permanecia ausente. Além do peso, os alimentos em sua grande maioria eram perecíveis, o que dificultava sua embalagem e transporte. Assim, faziam parte da bagagem das bandeiras alimentos não perecíveis ou que após tratamento especial obtinham maior durabilidade. Era o caso do sal, que era carregado em canudos ou cabaças, e a farinha de guerra. Esta era a farinha de mandioca, que para a viagem era cozida até se tornar compacta, sendo então embrulhada em folhas. Dessa forma tornava-se resistente à umidade, durando meses ou até mesmo um ano ou um pouco mais, mantendo o seu gosto peculiar.
O grosso da alimentação, porém, era obtido durante a jornada. Constituía-se basicamente da caça, pesca e coleta de frutos.
Mais uma vez a bandeira se valeu da habilidade e destreza do natural da terra. Em sua existência nativa, obter a sobrevivência da selva era elemento do seu cotidiano. A mata era seu mundo e com ela sabia conviver.
Os índios orientavam os sertanistas na arte da caça a partir de suas técnicas específicas. Eram utilizadas as armadilhas, como tocaia, jaçana, jirau, juquiá, arapuca, etc., e também as armas indígenas. Estas ofereciam a vantagem de poderem ser fabricadas quase que a qualquer momento e não necessitavam de munição, elemento dispendioso no armamento de uma bandeira. Além disso, as armas brancas ofereciam a vantagem de não espantar a presa, uma vez que não fazem barulho.
Com o tempo, os próprios bandeirantes se tornaram destros no uso do arco e flecha, no entanto as bandeiras dos séculos XVI e XVII contavam, invariavelmente, com a presença de um corpo de índios flecheiros, cuja habilidade era utilizada no ataque a seus semelhantes, como também contra animais ferozes ou presas das caçadas.
(...)
O medo da fome fez também que os sertanistas acompanhassem o gentio no consumo de frutas silvestres até então por eles desconhecidas. Entre as plantas silvestres mais apreciadas estavam o pinhão e o palmito.
Constituíam ainda fonte de abastecimento para as bandeiras as roças dos índios que elas atacavam. Vencidos seus donos, eram feitas razias das plantações.
Além disso, as bandeiras muitas vezes montavam acampamentos que duravam alguns meses, quando então faziam roças, plantavam e colhiam. Não era extraordinário uma bandeira usufruir uma roça feita por expedição anterior.
Além da alimentação, uma das preocupações básicas das entradas era o seu abastecimento de água. Também nesse aspecto foi de valor extraordinário para os sertanistas as habilidades desenvolvidas pelos índios em descobrir olhos-d'água, minas d'água ou mesmo córregos e algumas vertentes. Desde cedo os silvícolas aprendiam a descobrir a existência da água pela configuração e coloração do terreno, pela temperatura do vento e por outros sinais só perceptíveis àqueles que tinham uma vida toda passada no sertão, onde o exercício da percepção de tais sinais era a garantia da sobrevivência. Neste sentido, é interessante o depoimento de um viajante que afirma:
"Para nós, europeus, é coisa absolutamente inconcebível o senso topográfico dessa gente, que num terreno uniforme e sem a menor indicação, sabe achar logo o rumo exato para o olho-d'água mais próximo." (Apud Holanda,1975).

(Luiza Volpato, Entradas e bandeiras. São Paulo, Global, p. 65-9.)


Questões sobre o texto: 

1 - De que forma os índios se orientavam em seus deslocamentos pela floresta, como sinalizavam os caminhos e que informações tiravam dos rastros deixados por outros animais e outros homens?
2 -  Que dificuldades a bandeira enfrentava no que diz respeito ao abastecimento de alimentação e água?
3 -  Como os índios ajudavam os bandeirantes a conseguir alimentos?
4 - De que maneira os índios descobriam a existência e água potável?
5 – Descreva algum hábito indígena adotado pelos bandeirantes.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Texto complementar: Os Bandeirantes

Você vai ler dois textos de historiadores que apresentam interpretações diferentes sobre os bandeirantes. Leia e depois responda às questões.

         Tão notável se fez a obra dos bandeirantes paulistas que, sem ela, não só o Brasil não seria tão grande em território como a nossa própria história não se teria orientado como se orientou.
(...)
         Os primeiros bandeirantes, portanto, não há dúvidas de que deram provas de grande coragem. E deve notar-se que em regra as bandeiras se compunham de mamelucos e índios mansos. Raramente iam a tais aventuras portugeses reinós. E, pois, aquela casta nova, formada de sangues tão diferentes, se mostrou capaz de grandes façanhas. Conserva-se em nossas tradições uma idéia do tipo do bandeirante: largo chapéu de palha desabado para trás, um ponche às costas e um saco de roupas, a tiracolo o chumbeiro e o polvarinho, ao ombro a espingarda, à cinta o facão; quase sempre barbas e cabelos crescidos: eis a figura daqueles novos cruzados.

POMBO, Rocha. História de São Paulo – Resumo didático. São Paulo Melhoramentos, 1918, p. 71-72, 74-76.
___//___//___

         (...) A historiografia do bandeirismo se apropriou desse elemento [o mestiço], apresentando-o com cores novas: não mais como resultado de ligações ilegítimas, não mais como o fruto da deterioração dos costumes, como era apresentado na denúncia dos padres e bispos do período colonial, mas como um homem novo, nem europeu nem índio e sim a mistura de ambos (o mameluco). Este é pinçado da categoria da escória da sociedade, onde jazia até então, e alçado à condição de herói.
(...)
Ao resgatar o mameluco e transformá-lo num ser de características excepcionais, membro da “raça de gigantes”, a historiografia do bandeirantismo resgata grande parte da população brasileira, composta de vários tipos de mestiços. Além disso, resolvia um impasse que havia atormentado a intelectualidade brasileira do século XIX, que era: como tornar desenvolvido um país povoado por mestiços e que havia sido colonizado por degredados? A miscigenação era transformada de entrave em vantagem. 

VOLPATO, Luiza. Entradas e bandeiras. São Paulo: Global, 1985, p. 17-19 (História popular, II.)

I. Quando os textos foram escritos?
II. Como o autor apresenta os bandeirantes? Que adjetivos e qualificações são atribuídos a eles? Com quem eles são comparados?
III. Qual a origem do heroísmo dos bandeirantes, segundo o autor? Você concorda com esta tese? Por quê
IV. No segundo texto, a autora defende que, a partir do século XIX, a miscigenação, que era antes considerada um entrave, passou a ser uma “vantagem”. Como isso se apresenta?
V. A quem interessava a mudança na interpretação da história brasileira, ao se referir à figura do bandeirante como herói nacional?



Vocabulário:
Reinos: provenientes do reino, ou que defendem os interesses reais.
Chumbeiro e polvarinho: lugares onde se colocavam, respectivamente, o chumbo e a pólvora usados nas armas de fogo.
Degredados: condenados europeus que vinham cumprir pena como colonos na América. 

sábado, 3 de dezembro de 2011

Texto complementar: O ciclo do ouro

A época do ouro
         Com a descoberta de metais preciosos pelos bandeirantes, iniciou-se no Brasil um novo ciclo econômico: a mineração ou ciclo do ouro, que no século XVIII provocou grandes mudanças na colônia e na política da metrópole.
A exploração do ouro ocorria de duas formas:
· Faisqueiras: pequenas extrações realizadas por uma pessoa apenas ou com um pequeno número de escravos. O ouro era extraído de depósitos superficiais, geralmente nas areias ou nos cascalhos dos rios e riachos. Era o ouro de lavagem.
· Lavras: estabelecimentos maiores onde era usado grande número de escravos. O ouro era extraído das vertentes das colinas, com instrumentos especializados.

O rigor da metrópole

         Para tirar maior proveito da exploração do ouro, a metrópole portuguesa agiu com bastante rigor não só na fiscalização, como também na cobrança dos impostos. Criou um órgão, a Intendência das Minas, para fiscalizar a administração, a distribuição das jazidas e a cobrança dos impostos.

O quinto para a Coroa.

          Portugal cobrava 20% de todo o ouro explorado; era o imposto do quinto. Para evitar -. fraudes e melhor fiscalizar a cobrança desse imposto, Portugal, em 1719, ordenou que fossem instaladas as Casas de Fundição. Os mineradores deveriam levar o ouro para uma Casa de Fundição, onde ele seria fundido em barras e já retirada a parte da Coroa. Era proibida a circulação de ouro em pó ou em pepitas. Quem não cumprisse esse regulamento , poderia ser preso, perder todos os seus bens ou ser degredado.

A descoberta dos diamantes

         Em 1729, foram descobertos diamantes no Arraial do Tijuco (atual Diamantina, em Minas Gerais). A região foi demarcada e isolada, criando-se o Distrito Diamantino.
         A exploração dos diamantes foi dada a homens de posse, que eram obrigados a pagar uma quantia anual fixa a Portugal. Mais tarde, a exploração dos diamantes ficou sob o controle direto da metrópole.

Aumentam os impostos

         Em meados do século XVIII, a mineração atingiu seu apogeu. O imposto do quinto foi fixado em 100 arrobas de ouro por ano, o que equivalia a 1.500 quilos.
         Enquanto a mineração manteve uma alta produção, os impostos eram pagos regularmente. Entretanto, no final do século, a mineração começou a declinar, não pelo esgotamento das jazidas, mas pelas dificuldades técnicas que os mineiros tinham para explorar o ouro de maior profundidade.
         Como a quantidade de ouro explorada era -. menor, os mineradores não conseguiam pagar as cotas estabelecidas. Portugal criou, então, a derrama, que era a cobrança dos impostos atrasados. Essa medida portuguesa provocou um profundo descontentamento, gerando várias revoltas, dentre as quais se destaca a Inconfidência Mineira.




Com base no texto, responda:

I – Quais eram as 2 formas de extração de ouro no Brasil, no século XVIII?

II – A metrópole portuguesa agiu com bastante rigor não só na fiscalização, como também na ___________ _________________. Criou um órgão, a ______________________________, para fiscalizar a administração, a distribuição das jazidas e a __________________________________ .

III – Como se chamava o imposto de 20% de todo o ouro explorado, cobrado por Portugal?

IV – Como ocorria a fiscalização da cobrança dos impostos sobre o ouro?

V – Coloque F para Falso e V para verdadeiro:
a) Além de ouro, também se descobriram jazidas de diamantes no Brasil. (    )
b) A exploração de diamantes foi permitida a toda a população, inclusive escravos.(    )
c) Quando a mineração no Brasil atingiu seu apogeu, o imposto do quinto foi fixado em 1.500 arrobas de ouro por ano. (    )
d) Quando a mineração começou a entrar em crise, muitos colonos ficaram devendo impostos ao governo português. (    )
e) A descoberta de metais preciosos não provou nenhuma mudança na colônia e na política da metrópole.

VI – Para a cobrança de impostos atrasados, Portugal criou a ______________. Essa medida provocou profundo ____________________, gerando várias ________________ , dentre as quais destaca a ____________________.

Texto complementar: A Inconfidência Mineira


As condições internas e externas que levaram à inconfidência Mineira, o primeiro movimento que manifestou com clareza suas intenções de romper os laços coloniais, constituem o assunto do texto que segue.

            Dentre todos os motins, conspirações, revoltas e rebeliões ocorridos no Brasil Colônia, o primeiro a realmente manifestar com clareza suas intenções de romper com os laços coloniais ocorreu em Vila Rica, Minas Gerais, entre 1788 e 1789. Ao contrário de movimentos anteriores, que muitas vezes não passaram de reivindicações parciais, a chamada Inconfidência Mineira pretendia, sobretudo, a Independência do Brasil em relação a Portugal.
            No final do século XVIII, a Capitania de Minas Gerais, a mais rica do Brasil, sentia duramente as restrições e a violência da situação colonial. Durante muitas décadas, o ouro brasileiro havia chegado em grandes quantidades aos cofres portugueses, mas agora este fluxo começava a diminuir. O "quinto", a velha taxação que obrigava os mineradores a entregarem 1/5 de todo o metal extraído para Portugal, já não bastava para satisfazer necessidades da Coroa, e os portugueses queriam mais. Ao mesmo tempo, uma série de restrições econômicas paralisava a vida da Colônia, obrigando-a a viver sem indústrias e a importar tudo o que consumia. O domínio colonial português estrangulava o dia-a-dia dos brasileiros.
No plano internacional, mudanças importantes estavam ocorrendo, novas idéias aplicadas na prática demonstravam que era possível a libertação da dominação colonial, e nas colônias da América muita gente sonhava extirpar de sua terra a violência, a opressão, a injustiça foi nesse contexto que um grupo de brasileiros - quase todos muito ricos e membros da elite de Minas Gerais - planejou um movimento capaz de transformar Brasil na primeira república independente da América do Sul.
            Um personagem vai se destacar ao longo dessa história: o alferes Joaquim José da Silva Xavier, chamado de Tiradentes, que acabaria sendo não só o mais destacado personagem da Inconfidência Mineira, como também um dos mais significativos da História do Brasil.

(Carlos Guilherme Mola. Tiradenfes e a Inconfidência Mineira. São Paulo, Ática, p. 2.)

Questões sobre o texto:
1] O que pretendia a inconfidência Mineira? 
2] Cite as principais condições internas que provocaram a revolta mineira.
3] Por que o contexto internacional favoreceu a inconfidência? 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Download: Projeto Canta Carangola - Brasil 500 anos

A Prefeitura de Carangola, através da Secretaria Municipal de Educação, em comemoração aos 500 anos da chegada dos portugueses no Brasil, realizou o trabalho "Brasil 500 anos - Projeto Canta Carangola", o projeto consistiu na gravação de um cd, o qual trazia as músicas escritas pelos alunos da rede municipal de ensino e cantadas por artistas de Carangola e algumas pelos próprios alunos. Mesmo 11 anos depois da gravação, as músicas permanecem atuais, ou seja, podem muito bem serem utilizadas em sala de aula ou mesmo para apreciação pessoal. Vale a pena baixar o arquivo e conhecer a obra, afinal, o que é bom deve ser divulgado.



Link para download: http://www.megaupload.com/?d=S1F4OBVW

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Banco de Questões: Escravidão no Brasil

1 – Responder às questões com base nas afirmativas a seguir, sobre o movimento abolicionista no Brasil, na segunda metade do século XIX. 
I. A campanha abolicionista reforçava-se pela pressão antiescravista internacional e pelo fato de o Brasil ser o último país independente a manter a escravidão após 1865.
II. O movimento abolicionista tinha a participação de setores agrários não vinculados à escravidão e das camadas médias urbanas: intelectuais, profissionais liberais e estudantes universitários.
III. Importantes setores do abolicionismo viam a necessidade de serem criados meios de integração dos negros à sociedade na condição de trabalhadores assalariados após a abolição. 

Pela análise das afirmativas, conclui-se que:
a)     Apenas a I está correta.
b)     Apenas a III está correta.
c)     Apenas a I e a II estão corretas.
d)     Apenas a II e a III estão corretas.
e)     A I, a II e a III estão corretas.

Resposta: E

2 - O Bill Aberdeem, aprovado pelo Parlamento inglês em 1845, foi: 
a) uma lei que abolia a escravidão nas colônias inglesas do Caribe e da África. 
b) uma lei que autorizava a marinha inglesa a apresar navios negreiros em qualquer parte do oceano. 
c) um tratado pelo qual o governo brasileiro privilegiava a importação de mercadorias britânicas. 
d) uma imposição legal de libertação dos recém-nascidos, filhos de mãe escrava. 
e) uma proibição de importação de produtos brasileiros para que não concorressem com os das colônias antilhanas.

Resposta: B

3  - Em 1997 o Brasil comemorou 150 anos de nascimento de Castro Alves, um poeta baiano, cujos versos simbolizam a luta pela liberdade e contra a escravidão. Com relação à escravidão e à estrutura social no Brasil, é incorreto afirmar que: (05)
a) Houve um processo gradual de abolição da escravidão a partir de 1850 com o fim do tráfico negreiro;
b) A mão-de-obra escrava representava a base de sustentação da economia colonial e também do Império;
c) Havia um grande contingente de homens livres e pobres vivendo sob a dependência dos grandes senhores de terra;
d) A abolição da escravidão foi precedida de medidas restringindo o acesso à terra e ao direito de voto;
e) A abolição da escravidão em maio de 1888 foi precedida de uma ampla discussão na sociedade, bem corno da adoção de medidas no sentido de incorporar os futuros libertos à estrutura econômica, social e política nacional.

Resposta: E

4 - No século XIX, a imigração européia para o Brasil foi um processo ligado:
a) a uma política oficial e deliberada de povoamento, desejosa de fixar contingentes brancos em áreas estratégicas e atendeu grupos de proprietários na obtenção de mão-de-obra.
b) a uma política organizada pelos abolicionistas para substituir paulatinamente a mão-de-obra escrava das regiões cafeeiras e evitar a escravização em novas áreas de povoamento no sul do país.
c) às políticas militares, estabelecidas desde D. João VI, para a ocupação das fronteiras do sul e para a constituição de propriedades de criação de gado destinadas à exportação de charque.
d) à política do Partido Liberal para atrair novos grupos europeus para as áreas agrícolas e implantou um meio alternativo de produção, baseado em minifúndios.

Resposta: A

5 - "O negro não só é o trabalhador dos campos, mas também o mecânico, não só racha a lenha e vai buscar água, mas também, com a habilidade de suas mãos, contribui para fabricar os luxos da vida civilizada. O brasileiro usa-o em todas as ocasiões e de todos os modos possíveis..." (Thomaz Nelson - 1846) Com relação à utilização do trabalho escravo na economia brasileira do século XIX, é correto afirmar:
a) com a independência de 1822, a sociedade escravista se modificou profundamente, abrindo espaços para uma produção industrial voltada para o mercado interno.
b) a utilização do negro africano na economia colonial brasileira gerou um grande conflito entre os vários proprietários de terras que mantinham o monopólio de utilização do braço indígena.
c) devido a sua indolência e incapacidade física, o índio brasileiro não se adaptou ao trabalho escravo.
d) a utilização de ferramentas e máquinas foi muito restrita na sociedade escravista; com isso, o escravo negro foi o elemento principal de toda a atividade produtiva colonial.
e) a abolição da escravidão, em 1888, deve-se principalmente à resistência dos escravos nos quilombos e às idéias abolicionistas dos setores mercantis.

Resposta: D

6 - As Leis Abolicionistas, a partir de 1850, podem ser consideradas como o nível político da crise geral da escravidão no Brasil, porque:
a) a Lei Eusébio de Queiroz (1850) proibiu o tráfico quando a necessidade de escravos já era declinante, face à crise da lavoura.
b) o sucesso das experiências de parceria acelerou a emancipação dos escravos, crescendo um mercado de mão-de-obra livre no país.
c) a Lei do Ventre Livre (1871) representou uma vitória expressiva do movimento abolicionista, tornando irreversível o fim da escravidão.
d) as sucessivas leis emancipacionistas foram paralelas à progressiva substituição do trabalho escravo por homens livres.
e) a Lei Áurea, iniciativa da própria Coroa, visava a garantir a estabilidade e o apoio dos setores rurais ao Império.
Resposta: D

7 - A escravidão indígena adotada no início da colonização do Brasil foi progressivamente abandonada e substituída pela africana entre outros motivos, devido:
a) ao constante empenho do papado na defesa dos índios contra os colonos.
b) à bem-sucedida campanha dos jesuítas em favor dos índios.
c) à completa incapacidade dos índios para o trabalho.
d) aos grandes lucros proporcionados pelo tráfico negreiro aos capitais particulares e à Coroa.
e) ao desejo manifestado pelos negros de emigrarem para o Brasil em busca de trabalho.

Resposta: D

8 – A Lei Bill Aberdeen, aprovada pelo parlamento da Inglaterra em 1845, estabelecia:
a) direito de apresamento dos navios negreiros.
b) extinção da escravidão no Império Britânico.
c) abolição da discriminação racial.
d) Intervenção nos países escravocratas.

Resposta: A

9 - O Segundo Reinado, preso ao seu contexto histórico, não foi capaz de dar resposta às novas exigências de mudanças. Quando se analisa a desagregação da ordem monárquica imperial brasileira, percebe-se que ela se relacionou principalmente com a:
a) estrutura federativa vigente e a conspiração tutelada pelo exército.
b) bandeira do socialismo levantada pelos positivistas.
c) eliminação da discriminação entre brancos e negros.
d) forte diferenciação ideológica entre os partidos políticos.
e) abolição da escravidão e o desinteresse das elites agrárias com a sorte do Trono.

Resposta: A

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Banco de Questões: Brasil Colônia

1) (FEI-SP) Sobre os primeiros 50 anos de ocupação do Brasil, podemos afirmar que:
I. Foi um período marcado pela exploração do pau-brasil, exploração essa realizada principalmente a partir do escambo com os indígenas.
II. Não havia um projeto sistemático de colonização por parte de Portugal, já que o comércio com as Índias era mais atraente. Nesse primeiro período, Portugal busca ocupar o território por meio da cessão de capitanias hereditárias.
III. Em 1549, com o estabelecimento do Governo-Geral, Portugal busca um controle maior e mais efetivo daquela que já havia se tornado sua colônia mais promissora, já que os negócios orientais começavam a declinar.
a) apenas I e II estão coretas
b) apenas I e III estão corretas
c) I, II e III estão corretas
d) apenas III está correta
e) apenas II está correta

Resposta: C

2) (SANTA CASA/SP) - Baseada no escambo e nas feitorias, e essencialmente predatória, foi:
a) a economia extrativa do pau-brasil no pré-colonial
b) a perseguição do braço escravo indígena, nos fins do século XVI brasileiro
c) a estrutura escravista no Brasil
d) ciclo da cana de açúcar em São Vicente, no século XVII
e) início do plantio do café, no litoral fluminense.

Resposta: A

3) (UFPR) Sobre as capitanias hereditárias no Brasil, totalize os valores corretos:
01) os núcleos coloniais fundados por Martim Afonso não eram suficientes para garantir a posse das terras para Portugal.
02) ofereciam vantagens aos donatários, mas os riscos da empresa ficavam por sua conta.
04) os documentos jurídicos básicos eram a Carta de Doação e o Foral.
08) não haviam sido experimentados em nenhuma colônia portuguesa antes do Brasil.
16) as únicas que prosperaram foram São Vicente e Pernambuco.

Resposta: 23 (01 + 02 + 04 + 16)

4) (UFPR) A instituição do Governo Geral do Brasil, por carta Régia de 7 de janeiro de 1549, com sede na Bahia de Todos os Santos, gerou profundas transformações na estrutura do sistema administrativo do Brasil, dentre as quais figuram as seguintes:
01) a arrecadação de impostos da Coroa passou a ser fiscalizada e coordenada por um provedor-mor
02) a defesa do litoral passou para a responsabilidade e comando de um capitão-mor da costa.
04) com o primeiro governador veio a primeira missão jesuítica, sob a direção de Manuel da Nóbrega, com a finalidade de cuidar das coisas espirituais.
08) governador-geral, o provedor-mor e o ouvidor-geral receberam, cada qual, o seu regimento.
16) com o governador-geral foram extintas as Capitanias Hereditárias.

Resposta: 15 (01 + 02 + 04 + 08)

5) (PUC) - Dentre as primeiras medidas tomadas pela Coroa Portuguesa para a ocupação do Brasil, após 1530, não podemos incluir:
a) envio da expedição de Martim Afonso de Souza.
b) a decisão de desenvolver a produção de açúcar.
c) a criação do sistema de capitanias hereditárias.
d) a expulsão dos holandeses.
e) a tentativa de transferir para particulares o custo da defesa e da colonização

Resposta:  D

6) A expedição colonizadora tinha por finalidade:
a) afastar os elementos estrangeiros e estabelecer núcleos de povoamento
b) fundar a primeira capital do Brasil e desenvolver a cana de açúcar
c) iniciar a exploração de pau-brasil e fundar a primeira vila
d) fundar a primeira cidade do Brasil e iniciar a pecuária
e) todas as alternativas estão corretas. 

Resposta:  A

7) (Mackenzie-SP) A divisão do Brasil em capitanias hereditárias não seria apenas a primeira tentativa oficial de colonização portuguesa na América, mas também a primeira vez que europeus transportaram um modelo civilizatório para o Novo Mundo. A esse respeito é correto afirmar que:
a) o modelo implantado era totalmente desconhecido dos portugueses e cada donatária tinha reduzidas dimensões.
b) representava uma experiência feudal em terras americanas, sem nenhum componente econômico mercantilista.
c) atraiu sobretudo a alta nobreza pelas possibilidades de lucros rápidos.
d) a coroa com sérias dívidas transferia, para os particulares, as despesas da colonização, temendo perder a colônia para os estrangeiros que ameaçavam nosso litoral.
e) o sistema de capitanias fracassou e não deixou como conseqüências a questão fundiária e a estrutura social excludente.

Resposta:  D

8) (CEFET-PR) Alguns historiadores afirmam que as conseqüências do modelo de colonização adotado pelos portugueses para a exploração do Brasil são ainda muito perceptíveis (devastação do meio ambiente, exploração do trabalhador rural, conflitos rurais, etc). Este modelo é conhecido como plantation ou plantagem e suas principais características são:
a) minifúndio, monocultura, mão-de-obra escrava;
b) latifúndio, mão-de-obra assalariada, policultura;
c) latifúndio, policultura, mão-de-obra escrava;
d) latifúndio, mão-de-obra escrava, monocultura;
e) latifúndio, trabalho assalariado, monocultura.

Resposta:  D

9) (PUC/SP) - A participação ativa dos holandeses nas atividades relativas aos primeiros anos da economia açucareira do Brasil colonial, se traduziu principalmente:
a) na adoção do sistema de lavoura extensiva
b) na introdução do escravo negro como mão de obra
c) nas operações de refino e distribuição do açúcar no mercado europeu
d) na introdução de trabalhadores flamengos para a lavoura da cana e) na adoção de novas técnicas para o plantio da cana.

Resposta: C

10) (UFMG) A respeito da economia e da sociedade no Brasil Colônia, é correto afirmar que:
a) no nordeste, a atividade pecuária ficou vinculada ao engenho, utilizando trabalho escravo negro e pouco contribuindo para a colonização do sertão;
b) na região das Minas, o surgimento de irmandades ou confrarias, que em geral se organizavam de acordo com linhas raciais definidas, estimulou a arte sacra barroca;
c) com o desenvolvimento da economia açucareira, as relações sociais foram adquirindo caráter aberto, favorecendo a mobilidade social de mestiços e homens brancos pobres;
d) as missões religiosas formadas pelos jesuítas visavam, através da catequese, preparar os indígenas para viverem integrados à sociedade dos brancos como mão-de-obra escrava.

Resposta:   B

11) (PUC – PR) Comparando-se os ciclos da economia colonial brasileira, é correto afirmar:
I - Os rendimentos decorrentes do ciclo do ouro, no século XVIII, foram superiores aos produzidos pelo ciclo do açúcar, até sua decadência, em função da concorrência antilhana.
II - A sociedade surgida em função do ciclo açucareiro foi mais hierarquizada e aristocrática do que aquela que teve origem no ciclo do gado, nos sertões do Nordeste ou caatinga.
III - Os investimentos iniciais na economia açucareira exigiam a aplicação de menos capitais do que o necessário para a exploração aurífera.
IV - O aumento da pecuária no Rio Grande do Sul deveu-se em grande parte à necessidade de fornecer alimentos e mulas para os transportes obrigatórios às atividades do ciclo da mineração ou do ouro.
Está correta ou estão corretas:
a) Apenas as opções I, III e IV.
b) Apenas as opções I e IV.
c) Apenas as opções II e IV.
d) Apenas as opções III e IV.
e) Apenas a opção IV.

Resposta: C

12) (Univali-SC) As expedições chamadas de Entradas e Bandeiras tinham como objetivo a procura de riquezas minerais e/ou a caça ao índio, para escravizá-lo e vendê-lo no litoral. O papel histórico das Entradas e Bandeiras, pode ser assim resumido:
a) Determinaram a ocupação efetiva do interior do Brasil e deram ao nosso país sua atual configuração geográfica.
b) Contribuíram para a implantação de uma nova política colonizadora, aproximando índios e colonos.
c) Iniciaram aproveitamento verdadeiro das terras agrícolas do oeste mudando a situação econômica da Colônia.
d) Por razões políticas e econômicas, contribuíram para a mudança da capital do Vice- Reino, do Rio de Janeiro para a Bahia.
e) Respeitaram o Meridiano de Tordesilhas, evitando, assim, conflitos armados entre portugueses e espanhóis.

Resposta: A

13) (U.F. Uberlândia-MG) No Brasil, a sociedade que se estruturou na região das minas possuía características que a diferenciavam do restante da colônia. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
a) O ouro, os diamantes e o comércio possibilitaram a formação de uma sociedade onde a riqueza era atribuída mais eqüitativamente, não se reproduzindo ali os contrastes entre a fortuna de poucos e a pobreza da maioria.
b) A intensa miscigenação entre homens brancos e mulheres negras contribuiu para diminuir sensivelmente o preconceito racial, levando os senhores a dispensarem um tratamento humanitário aos seus escravos. 
c) A arte barroca de Aleijadinho, profundamente influenciada pelos dogmas religiosos da época, foi colocada a serviço da rica elite local, traduzindo um sentimento de conformismo e aceitação da ordem social vigente.
d) Era uma sociedade urbanizada e heterogênea, formada por comerciantes, funcionários reais, artesãos, profissionais liberais e escravos, onde a riqueza proporcionada pelo ouro, diamantes e comércio estava concentrada nas mãos de poucos, contrastando com a miséria da maioria da população. 

Resposta:  D

14) (UFRN) A Guerra dos Emboabas, a dos Mascates e a Revolta de Vila Rica, verificadas nas primeiras décadas do século XVIII, podem ser caracterizadas como:
a) movimentos isolados em defesa de idéias liberais, nas diversas capitanias, com a intenção de se criarem governos republicanos;
b) movimentos de defesa das terras brasileiras, que resultaram num sentimento nacionalista, visando à independência política;
c) manifestações de rebeldia localizadas, que contestavam aspectos da política econômica de dominação do governo português;
d) manifestações das camadas populares das regiões envolvidas; contra as elites locais, negando a autoridade do governo metropolitano.

Resposta: C

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Banco de Questões: Brasil Colônia

01.           A vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil foi motivada pela:
A)   necessidade dos portugueses em consolidar o domínio colonial no Brasil, constantemente ameaçado por holandeses e franceses.
B)   hegemonia espanhola na Península Ibérica que acabou obrigando a saída do governo português.
C)   pressão inglesa, aliada à política expansionista francesa, ambas interessadas em apropriar-se conjuntamente do Estado Português.
D)   precária situação político /econômica portuguesa, especialmente depois do Bloqueio Continental decretado por Napoleão Bonaparte.
Resposta: Letra D

02.           O governo de D. João VI no Brasil, entre outras medidas econômicas, assinou em 1810, um tratado de comércio com a Inglaterra. Essa decisão estava relacionada:
A)   ao crescimento industrial promovido pelo governo português, ao revogar as leis que proibiam a instalação de fábricas na colônia.
B)   a acordos anteriores entre os dois países europeus que asseguravam vantagens comerciais aos ingleses.
C)   ao crescimento do mercado consumidor brasileiro provocado pelo aumento da produção aurífera.
D)   à política econômica portuguesa que cedia às pressões inglesas para decretar o fim do tráfico negreiro.
Resposta: Letra B

03.           A administração colonial portuguesa exercia seus poderes através das Câmaras Municipais. Sobre estas instituições de poder local no Brasil colônia, podemos afirmar corretamente que:
A)        tinham funções exclusivas de aplicar as determinações da Coroa, sendo compostas por funcionários sem qualquer poder de decisão
B)        eram compostas exclusivamente pelos "homens bons", os grandes proprietários de terras, o que garantia a estabilidade econômica e permitia ampla autonomia local
C)        as câmaras detinham poderes limitados à aplicação da justiça em casos de crimes comuns e à arrecadação dos impostos locais, apesar de formada pelos "homens bons" da colônia
D)        tinham amplos poderes, tanto ao nível político como administrativo, e eram composta por vereadores escolhidos em eleições diretas e universais
Resposta: Letra B

04.           Leia o trecho:

Os pobres que não podem ter títulos, estabelecem-se nos terrenos que sabem não ter dono. Plantam, constróem pequenas casas, criam galinhas e quando menos esperam aparece-lhes um homem rico, com o título que recebeu na véspera, expulsa-os e aproveita o fruto do seu trabalho (...)."

         MACHADO, Humberto F. "Escravos, Senhores e Café: a crise da cafeicultura escravista no
Vale do Paraíba Fluminense 1860-1888."

Podemos afirmar, a partir do relato anterior, que o regime de sesmaria:
A)   favoreceu uma elite agrária que se beneficiou do acesso à terra e aos cativos e consolidou uma sociedade hierarquizada
B)   beneficiou o agricultor pobre, uma vez que valorizou os empreendimentos dos colonos
C)   esteve amparado por uma legislação que garantia ao camponês acesso à terra, ampliando sua posse às futuras gerações
D)   esteve regulado por medidas que garantiam ao agricultor estabelecer unidades produtivas independentes de qualquer risco.
Resposta: Letra A

05.           Leia o trecho:

" (...) E permite El-Rei que sejam estes índios escravos por estar certificado de sua vida e costumes que não são capazes para serem forros, e merecem que os façam escravos pelos grandes delitos que têm cometido contra os portugueses, matando e comendo centos deles, e milhares deles, em que estão um bispo e muitos sacerdotes."

                                                                                   Gabriel Soares de SOUZA

Em sua obra, datada de 1584, o autor legitimava a escravidão dos indígenas brasileiros, enumerando razões para esse posicionamento.

A)             INDIQUE uma razão ideológica e uma razão econômica, utilizadas pelos agentes da colonização, para justificar a escravização do indígena:
·        Razão ideológica:
Resposta: A inferioridade do indígena, devendo ele ser “educado” ou “civilizado” pelo trabalho regular.

·               Razão econômica:
Resposta: A necessidade de mão-de-obra de baixo ou nenhum custo.

B)             APONTE o principal argumento utilizado pela historiografia atual para explicar a introdução da escravidão negra no Brasil:
Resposta: O alto lucro gerado pelo comércio de escravos tanto para a coroa portuguesa quanto para a burguesia metropolitana.

06.           A situação política e econômica, responsável pelo aparecimento da Inconfidência Mineira, pode ser descrita como:
A)        enfraquecimento do fisco, que, diante da crise da mineração, abrandava a cobrança de impostos
B)        apogeu da mineração, enriquecimento da sociedade mineradora e acomodação das elites junto à burocracia metropolitana
C)        declínio da atividade mineradora, crescimento da opressão metropolitana e influência das idéias iluministas
D)        revolta das camadas populares oprimidas e constantes sedições lideradas pela massa escrava contra a opressão portuguesa
Resposta: Letra C

07.           Todas as afirmativas referem-se à Conjuração Baiana de 1798, EXCETO:

A)        planejava a abolição da escravidão, reflexo da participação , no movimento, dos setores mais humildes da população
B)        possuía um ideal emancipacionista, nos moldes pregados pelos teóricos do Iluminismo europeu
C)        possuía um caráter nacional, pois suas reivindicações espalharam-se por toda a colônia, provocando outras sedições
D)        defendia a nacionalização do comércio e a liberdade comercial
Resposta: Letra C


    
08.           03.
Leia o texto:

"E sentado no meu cais

Descalço, roto e despido

Sem trazer mais cabedal

Que piolhos e assobios"
                   
                                         Gregório de Matos

Os versos acima, escritos por Gregório de Matos no século XVII, satirizavam a vaidade e a rápida ascensão econômica dos comerciantes portugueses na Bahia, que apenas a partir do século XVIII adquiriram um status de maior importância na sociedade.

Até essa época, um dos aspectos da sociedade colonial brasileira era definido pela seguinte afirmativa:



A)
Os proprietários de terra, especialmente os senhores de engenho, representavam a "nobreza da terra".

B)
A alta burocracia colonial, complemento das elites locais, era ocupada necessariamente por indivíduos nascidos em Portugal.

C)
Os setores médios da sociedade, principalmente os grandes comerciantes do litoral, formavam um conjunto homogêneo de indivíduos.

D)
Os ricos mineradores de ouro e diamantes, apesar de discriminados pela aristocracia da terra, ocupavam os cargos mais importantes na administração.


Resposta: Letra A


09.           04.
A exploração mineradora em Minas Gerais, no século XVIII, originou modificações na realidade colonial brasileira. São exemplos dessas transformações, EXCETO:



A)
Criação de órgãos burocráticos de cunho fiscal-tributário.

B)
Crescimento dos setores médios da sociedade.

C)
Desenvolvimento da pecuária nas regiões sul e nordeste.

D)
Desagregação da lavoura canavieira.


Resposta: Letra D


10.           0.
Sobre a mineração no período colonial brasileiro, NÃO PODEMOS afirmar que:



A)
devido aos lucros obtidos com a mineração, uma próspera lavoura de subsistência instalou-se na região das Gerais, tornando desnecessária a importação de gêneros de outras capitanias.

B)
o ouro encontrado era predominantemente de aluvião, fácil de ser explorado, mas que rapidamente chegava à exaustão, o que pode ser explicado pela precariedade e simplicidade dos instrumentos utilizados.

C)
apesar de todas as dificuldades e da incompetência administrativa de Portugal, a atividade mineradora gozou de importância significativa, embora tenha gerado uma renda média inferior à do açúcar.

D)
a exportação de ouro cresceu em toda a primeira metade do século XVIII e alcançou seu ponto máximo por volta de 1760, entrando em declínio no terceiro quartel do século.


Resposta: Letra A


11.           0.
Considerando-se o Brasil Colonial, pode-se afirmar corretamente que



A)
o regime de sesmarias, inaugurado em Portugal, foi transplantado para a colônia, visando-se a permitir a distribuição da terra e sua exploração econômica.

B)
o sistema de Capitanias Hereditárias foi o estatuto dominante durante todo o período colonial e consagrou o princípio da centralização administrativa.

C)
as invasões e, depois, a expulsão dos holandeses do Nordeste Brasileiro contribuíram para consolidar o predomínio da produção açucareira.

D)
a plantation escravista constituiu a unidade econômica predominante não só na área de produção açucareira mas também nas regiões mineradoras.


Resposta: Letra A


12.           0.
Os jesuítas tiveram papel de destaque no processo de colonização do Brasil.
Sobre eles é correto afirmar, EXCETO:



A)
justificavam, ideologicamente, o trabalho compulsório dos africanos como vontade divina.

B)
sua grande tarefa missionária era a catequização, voltada especialmente para os indígenas.

C)
foram expulsos de Portugal e de suas possessões coloniais por Pombal, em meados do século XVIII.

D)
objetivavam preservar a identidade e universo de valores do índios, através das reduções.


Resposta: Letra D


13.           08.
Leia o texto:
“Os entraves que ao desenvolvimento da cultura intelectual no Brasil opunha a administração lusitana, faziam parte do firme propósito de impedir a circulação de idéias novas que pudessem por em risco a estabilidade de seu domínio.”
Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil. Rio de
                                                                            Janeiro, José Olympio, 1976. p. 87.
São exemplos que confirmam o texto, EXCETO:



A)
a imposição da língua portuguesa, instrumento eficaz de controle do pensamento.

B)
o incentivo à aculturação entre brancos e nativos, como forma de garantir a civilidade desses últimos.

C)
a proibição de instalação de estabelecimentos gráficos na colônia brasileira, eliminando a possibilidade da imprensa brasileira.

D)
o controle da instrução escolar, limitada a estabelecimentos jesuíticos e vedada ao ensino superior, que deveria ser realizado fora da colônia.


Resposta: Letra B


14.           0.
A urbanização no Brasil colonial até o século XVII é vista como sendo provisória e acanhada. Um dos motivos pelos quais Portugal deixou em segundo plano a urbanização foi



A)
a inutilidade dos centros urbanos já que na colônia a administração ficava a cargo dos donatários.

B)
o predomínio da vida rural, nos engenhos e nas fazendas de criação, o que diminuiu a importância das cidades.

C)
as dificuldades para contratar técnicos especializados que pudessem organizar as cidades.

D)
as lutas com os espanhóis para a manutenção das terras coloniais que impediram o desenvolvimento da colônia do Brasil.


Resposta: Letra B
15.           São características, dentre outras, dos 500 anos da história brasileira, EXCETO:

A)        Início do povoamento: bases coloniais estabelecidas na plantation.
B)        Fim do período colonial: conquista da independência política por meio das forças populares.
C)        Fim do período monárquico: estabelecimento de um governo republicano de bases oligárquicas.
D)        Período da Guerra Fria: alinhamento na política internacional sob liderança norte-americana.

Resposta: Letra B



16.            Leia o trecho:

"A casa-grande venceu, no Brasil, a Igreja, nos impulsos que esta, a princípio, manifestou para ser a dona da terra. Vencido o jesuíta, o senhor de engenho ficou dominando a colônia quase sozinho. O verdadeiro dono do Brasil."
                                   FREYRE, Gilberto. Casa-grande e Senzala.

Segundo o trecho acima, a sociedade colonial brasileira fundamentou-se
a)         no sistema patriarcal de colonização
b)         no liberalismo europeu
c)         na pequena propriedade escravocrata
d)         no urbanismo oligárquico      
Resposta: Letra A


17.           Todas as afirmativas apresentam considerações corretas sobre a mineração no período colonial brasileiro, EXCETO:
A)      devido aos lucros obtidos com a mineração, uma próspera lavoura de subsistência instalou-se na região das Gerais, o que tornou desnecessária a importação de gêneros alimentícios de outras capitanias
B)        o ouro encontrado era predominantemente de aluvião, fácil de ser explorado mas que rapidamente chegava à exaustão, o que pode ser explicado pela precariedade e simplicidade dos instrumentos utilizados
C) apesar de todas as dificuldades e da incompetência administrativa de Portugal, a atividade mineradora gozou de significativa importância, embora tenha gerado uma renda média , para a metrópole, inferior à do açúcar
D)      a exportação de ouro cresceu em toda a primeira metade do século XVIII e alcançou seu ponto máximo por volta de 1760, entrando em declínio no terceiro quartel do século

Resposta: Letra A



18.           Leia o trecho:

"Ao desembarcar na América, em 1500, o colonizador português deparou-se com um meio geográfico completamente diferente do seu. Contudo, é exagerado afirmar que o colono europeu teve muitas dificuldades para adaptar-se às áreas tropicais. Realmente, povos oriundos de climas frios, e por isso afeiçoados a eles, geralmente sofrem mais nas zonas climáticas quentes. Entretanto, o europeu encontrou fortes estímulos que compensaram esse desconforto climático. Não veio para a zona tropical para ser trabalhador, mas para ser dirigente da produção mercantil. "


                                                      Adaptado de PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo.


A)      IDENTIFIQUE dois estímulos encontrados pelo colonizador português para que viesse para o Brasil e aqui permanecesse:
Resposta:
-         A doação de terras bastantes extensas (sesmarias)
-         A possibilidade de enriquecimento na exploração colonial.

B)      EXPLIQUE porque, durante o período colonial, a população de origem portuguesa no Brasil concentrou-se basicamente no litoral:
Resposta: Porque:
-         O meio geográfico hostil dificultava e impossibilitava a penetração para o interior;
-         A produção voltada para exportação exigia a permanência no litoral;
-         A aparente inexistência de metais não estimulou incursões e a fixação no interior até meados do século XVII.

19.           Leia o trecho:

"... E permite El-Rei que sejam estes índios escravos por estar certificado de sua vida e costume que não são capazes para serem forros, e merecem que os façam escravos pelos grandes delitos que são cometidos contra os portugueses, matando e comendo centos deles, e milhares deles, em que se incluem um bispo e muitos sacerdotes."

                                                  SOUZA, Gabriel Soares de. Os capítulos que deu em Madri (...) , 1584.


A) INDIQUE uma razão ideológica e uma razão econômica utilizadas pelos agentes da colonização para justificar a escravização do indígena:

·        Razão ideológica:
Resposta:
-         A inferioridade do indígena, demonstrada por seus paganismo e falta de “civilização”.

·        Razão econômica:
Resposta:
-         O baixo custo, já que deveriam apenas ser capturados.

B) APONTE o principal argumento utilizado pela historiografia atual para explicar a introdução da escravidão negra no Brasil:
Resposta:
-         Os vultosos lucros gerados pelo comércio de escravos para a Coroa Portuguesa e a burguesia metropolitana.

20.           Leia os trechos:

"O superintendente, tanto que tomar conhecimento dos ribeiros, ordenará ao guarda-mor que faça medir o comprimento deles (...) e feito, saberá as pessoas que estão presentes e os negros que cada um tem, tomando disso informações certas, e ordenará ao guarda-mor faça a repartição das datas, dando em primeiro lugar a data à pessoa que descobriu o ribeiro (...) as mais datas repartirá o guarda-mor , regulando-se pelos escravos que cada um tiver (...)."
                                                                             Regimento para as Minas Gerais, 1702


"... dareis de sesmarias livremente, sem foro algum; (...) E assim se obrigarão de povoarem e aproveitarem as ditas terras e águas, sem as poderem vender, nem trespassar a outras pessoas, por tempo de três anos (...)"

                                                                          Regimento de Tomé de Sousa, 1548

A) CONTRAPONHA os critérios de distribuição de terras no Brasil colonial a partir dos trechos lidos:
Resposta:
-         Em ambos os casos, o critério de distribuição visava a maior produção: nas datas, com o maior número de escravos e  nas sesmarias, o prazo de produção.

B) A região das Minas Gerais apresentou um caráter urbano, o que diferenciava-a de outras áreas produtivas da colônia brasileira.

·        DETERMINE duas razões que expliquem tal característica da região mineradora:
Resposta:
-         A necessidade de dedicação exclusiva, já que era uma atividade especializada.
-         O interesse da Coroa, já que necessitava de centros fiscalizadores e tributadores.

·        RELACIONE esse caráter urbano às manifestações artísticas e culturais também características dessa região:
Resposta:
-         Essa vida urbana favorecem o surgimento de atividades culturais, na maioria relacionadas à religiosidade.